Pode reparar. O mata-mata da Série C é um assunto recorrente nas entrevistas dos jogadores e da comissão técnica do Fortaleza. É natural a preocupação, que se mistura com o objetivo e a ansiedade. Todo o trabalho que está sendo feito nesta primeira fase será colocado à prova em dois jogos contra algum adversário do grupo B.
Faltam sete jogos para o fim do returno e há razões de sobra para o time começar a visualizar os confrontos decisivos, ainda que seja muito difícil planejar qual será o adversário. Só um desastre tira a equipe das quatro primeiras colocações. Assim, Vica, que ainda se nega a analisar qualquer possibilidade do cruzamento, não pode se descuidar da preparação para a segunda fase, nem que para isso tome decisões e faça modificações que não faria eventualmente se o campeonato fosse de pontos corridos.
Poupar quem não está totalmente recuperado fisicamente, testar esquemas alternativos e posicionamentos novos para determinados atletas (como ocorreu com Fabrício contra o Luverdense) são medidas que têm potencial importante demais na hora do mata-mata.
É bom lembrar que Vica tem o direito de arriscar. São nove jogos como técnico do Fortaleza. Seis vitórias, três empates, 21 pontos conquistados dos 27 disputados, aproveitamento excelente e a vice-liderança do grupo A da Série C consolidada, numa briga ponto a ponto com o líder Luverdense. Um trabalho sério, com resultados práticos em campo, mas que não será testado da melhor forma possível, ou seja, num campeonato de regularidade.
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